Mantus: PCRR deflagra segunda fase da Operação contra influenciadores investigados por divulgação de jogos ilegais

Alvos desta fase, identificados pelas iniciais M.R.S.M., de 32 anos, e A.S.C., de 31 anos, são investigados pela divulgação de jogos de azar ilegais e pela suspeita de recrutarem outros influenciadores digitais para ampliar a promoção das plataformas de apostas nas redes sociais. – Fotos: Ascom | PCRR

A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da DERCC (Delegacia Especial de Repressão a Crimes Cibernéticos), cumpriu, nesta quarta-feira, 21, dois mandados de busca e apreensão domiciliar nos bairros Caimbé e Treze de Setembro, em Boa Vista, durante a segunda fase da Operação Mantus, que investiga a divulgação remunerada de plataformas de jogos de azar ilegais por influenciadores digitais em Roraima. A nova etapa é um desdobramento da primeira fase da operação, deflagrada em abril deste ano, e busca aprofundar as investigações sobre a atuação dos envolvidos e o possível recrutamento de outros influenciadores para promover as plataformas.

De acordo com informações prestadas pelo delegado da DERCC, Eduardo Patrício, os alvos desta fase, identificados pelas iniciais M.R.S.M., de 32 anos, e A.S.C., de 31 anos, são investigados pela divulgação de jogos de azar ilegais e pela suspeita de recrutarem outros influenciadores digitais para ampliar a promoção das plataformas de apostas nas redes sociais.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam aparelhos celulares e outros equipamentos eletrônicos nas residências dos investigados. Segundo o delegado, o material será submetido à perícia e à análise técnica para aprofundar as investigações, esclarecer a atuação dos alvos e verificar possíveis conexões com outros envolvidos.

Além das buscas, a Justiça determinou a suspensão da conta na rede social Instagram de um dos alvos, identificado pelas iniciais A.S.C. A medida judicial tem como objetivo interromper a continuidade da divulgação das plataformas de apostas ilegais investigadas.

A ação contou com o apoio operacional do GRT (Grupo de Resposta Tática) e da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes).

Desdobramento da primeira fase

A primeira fase da Operação Mantus foi deflagrada em 27 de abril de 2026, após aproximadamente 18 meses de investigação, iniciada em setembro de 2024. Na ocasião, a Polícia Civil cumpriu oito mandados de prisão preventiva, sendo sete em Roraima e um em Goiás, além de 11 mandados de busca e apreensão.

A investigação apura a atuação de influenciadores digitais na divulgação de jogos de azar ilegais, popularmente conhecidos como “jogo do tigrinho”, além de possíveis crimes contra o consumidor e lavagem de dinheiro. Na primeira fase, a Justiça também determinou o bloqueio de valores que poderiam chegar a R$ 68 milhões e o sequestro de bens móveis e imóveis vinculados aos investigados.

Conforme divulgado à época pelo delegado Eduardo Patrício, o grupo investigado teria movimentado aproximadamente R$ 260 milhões em dois anos, com indícios de crescimento patrimonial incompatível com a renda declarada por alguns dos alvos.

A segunda fase, destacou Eduardo Patrício, amplia as diligências para aprofundar a análise das provas e apurar a possível participação de outros envolvidos na divulgação das plataformas de apostas ilegais. As investigações seguem em andamento.

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