Mostra literária valoriza produção de profissionais da segurança pública em Roraima

Evento na Assembleia Legislativa reúne cerca de 24 obras, destaca livro inspirado em caso real e abre espaço para escritores da Polícia Civil. – Fotos: Eduardo Andrade / Marley Lima | SupCom/ALERR

A literatura produzida por profissionais da segurança pública ganhou espaço na Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), nesta sexta-feira, 6, durante uma mostra literária realizada no Espaço Maria Luiza Vieira Campos. A programação ocorreu logo após a cerimônia de lançamento do livro “Voz de Prisão”, da escritora Luciana De Gnone, e do documentário produzido pela TV Assembleia sobre a história que inspirou a obra.

A mostra reuniu cerca de 24 publicações de autores ligados à segurança pública, com exposição de livros e sessão de autógrafos.

A escritora Luciana Gnone apresenta o livro “Voz de Prisão” durante sessão de autógrafos.

Para Luciana De Gnone, que veio pela primeira vez a Roraima durante a produção de seu livro Voz de Prisão, a sessão de autógrafos representa a realização de um trabalho que começou há quase dois anos, quando conheceu a história que deu origem à publicação. A escritora destacou a emoção de apresentar a obra no estado e o apoio recebido para compartilhar o trabalho com o público.

“Uma sessão de autógrafos é a realização do trabalho, daquele momento tão especial, de vários meses de dedicação. Nesse caso, é ainda mais especial, porque essa história chegou para mim de uma maneira inesperada. Fico muito feliz de estar aqui, trazendo esse livro para casa depois de quase dois anos”, comentou.

O deputado Marco Jorge destaca a importância de valorizar a produção literária de profissionais da segurança pública.

O deputado Marcos Jorge (Republicanos), responsável pela condução da cerimônia, destacou que a iniciativa incentiva a cultura, a leitura e a educação, além de dar visibilidade aos profissionais do estado que também se dedicam à produção literária. As obras apresentadas contemplam diferentes áreas, desde poesias até trabalhos acadêmicos desenvolvidos por servidores da segurança pública.

“É um incentivo importantíssimo. Estamos falando de cultura, de literatura e de incentivo à leitura. São obras relacionadas à segurança pública, de autores que fazem parte da nossa estrutura e que transformaram suas pesquisas em produção literária”, destacou.

A diretora de Relações Institucionais da ALERR, Nattacha Vasconcelos, fala sobre a proposta cultural do espaço da Assembleia Legislativa.

A diretora de Relações Institucionais da ALERR, Nattacha Vasconcelos, explicou que o Espaço Cultural Maria Luiza Vieira Campos foi criado para receber propostas e eventos culturais, incluindo atividades literárias e exposições. Segundo ela, a mostra foi pensada para divulgar o trabalho dos servidores da Polícia Civil.

“A Polícia Civil trouxe a proposta, para prestigiar a escritora e também os outros autores, que são agentes da Polícia Civil, foi pensada essa mostra literária, aproveitando que esse público estaria aqui para divulgar também o trabalho dos demais policiais”, detalhou.

A delegada-geral Simone Arruda ressalta o incentivo à produção literária entre os servidores da Polícia Civil.

Incentivo dentro da instituição

A delegada-geral da Polícia Civil, Simone Arruda, ressaltou que a iniciativa representa um marco na divulgação da produção literária dos policiais civis. A proposta surgiu a partir da história de Gislayne de Deus e foi ampliada para incluir outros profissionais que estudam e escrevem, dando visibilidade a obras acadêmicas, poesias e pesquisas desenvolvidas no exercício da profissão.

“Na realidade, a Polícia Civil está começando esse trabalho. É um marco na divulgação literária dos policiais civis. Quando a Gislaine veio pedir apoio, eu sugeri que, com toda a história dela e esse texto maravilhoso que foi escrito no livro, fizéssemos algo em conjunto. Outros colegas que estudam e escrevem também poderiam divulgar suas obras”, relatou.

A delegada também participa de uma publicação coletiva sobre violência doméstica, em parceria com a perita Érica Veras, e é autora do livro “A Geografia do Crime”, resultado de sua dissertação de mestrado.

O perito oficial criminal Rodrigo Ivo Matoso apresenta sua experiência na produção de publicações na área das ciências forenses.

O perito oficial criminal Rodrigo Ivo Matoso, que atua há quase 23 anos na Polícia Civil de Roraima, também apresentou sua experiência na produção de conhecimento. Na área de odontologia legal, ele já escreveu capítulos para quatro obras, especialmente relacionadas às ciências forenses. Para o profissional, a publicação permite transformar a experiência de trabalho em conhecimento que pode contribuir com a sociedade e com a justiça criminal.

“Trabalhamos em um lugar como o Instituto Médico Legal, na área das ciências forenses, e temos um leque muito grande de casos em que podemos gerar conhecimento. Não são meras estatísticas, estamos lidando com pessoas, com vidas, com histórias. Tudo o que pudermos fazer, por meio da ciência, para oferecer o melhor possível à sociedade e contribuir com a efetivação da justiça criminal, devemos buscar”, destacou.

Monica Gizele

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