
A PCRR (Polícia Civil de Roraima) iniciou, nesta sexta-feira, 4, a terceira turma do CFP (Curso de Formação Profissional), segunda fase do concurso público iniciado em 2022.
A aula inaugural, realizada no auditório da Segad (Secretaria de Estado da Gestão Estratégica e Administração), reuniu 169 candidatos inscritos aos cargos de oficial investigador de polícia, perito oficial criminal e delegado, que agora iniciam uma nova etapa de preparação para integrar os quadros da instituição.
A cerimônia contou com a participação da delegada-geral, Simone Arruda do Carmo; do delegado-geral adjunto, Jimmy Santana; da secretária da Segurança Pública, Eliane Gonçalves; do pró-reitor do IERR (Instituto de Educação de Roraima), André Souza da Silva; de diretores de departamentos da PCRR, delegados e servidores da instituição, além de coordenadores e instrutores da ESPC (Escola Superior de Polícia Civil).
A formação terá duração de seis meses e carga horária de 1.200 horas, com atividades teóricas e práticas voltadas à preparação dos candidatos para o exercício das funções policiais.
Para a diretora da ESPC, delegada Elivania Aguiar, o III CFP representa o aperfeiçoamento da formação policial e um novo momento para a instituição, que passa a desenvolver e certificar o curso por meio da própria Escola Superior de Polícia Civil.
“A ESPC não é apenas um espaço de ensino; é o coração acadêmico e doutrinário da Polícia Civil de Roraima, criado para garantir que o conhecimento técnico, a legalidade e a eficiência sejam a base do atendimento à sociedade. Este curso traz uma instrução mais robusta, alinhada às exigências da investigação criminal, da inteligência policial e da garantia dos direitos fundamentais”, destacou.

O primeiro contato com diferentes áreas da atividade policial ocorreu por meio de um painel temático, mediado pelo delegado-geral adjunto, Jimmy Santana. A programação reuniu três profissionais da PCRR, que compartilharam conhecimentos e experiências com os futuros policiais.
O delegado Pedro Ivo Oliveira Andrade, titular do 5º Distrito Policial, abordou a utilização de ferramentas de inteligência artificial nas atividades de Polícia Judiciária. A oficial investigadora Luana Lucena Machado falou sobre a importância da atuação policial no atendimento às vítimas vulneráveis. Já a perita oficial Érica Veras apresentou o tema “Da Cena ao Banco de Perfis Genéticos: o papel fundamental da Perícia de DNA na resolução de crimes sexuais”.
Para a delegada-geral, Simone Arruda do Carmo, o início do CFP representa um momento especial para a instituição e para os candidatos convocados, especialmente por marcar uma nova etapa na formação dos futuros servidores.
“É um momento muito especial, pois estamos recebendo os candidatos aptos do cadastro de reserva do último concurso e iniciando uma nova etapa na formação desses futuros servidores. E esse curso traz um orgulho ainda maior para todos nós, profissionais da segurança pública e da Polícia Civil principalmente, pois ele será realizado pela nossa Escola Superior de Polícia Civil, a qual está apta a certificar todos os alunos que concluírem esse curso”, destacou.
Segunda chamada será realizada no dia 11
Os 169 candidatos que participaram da aula inaugural dessa sexta-feira integram a primeira chamada do CFP. O número deverá aumentar com a segunda chamada, que terá matrícula e uma nova aula inaugural no dia 11 de setembro.
Entre a experiência e o sonho
Entre os alunos da terceira turma está o agente de polícia Thyago Gutyelly, que concluiu a primeira turma do CFP, em 2024. Agora aprovado para o cargo de delegado, ele retorna à formação para iniciar um novo ciclo dentro da instituição.
“Para mim é a realização de um sonho. É uma experiência nova. Adquiri bastante conhecimento com os colegas da outra academia, com os delegados com quem atuo e com a equipe que já está na instituição. Agora é mais um ciclo que se inicia. É entrar com o copo vazio, pronto para aprender”, afirmou.
Para a candidata ao cargo de oficial investigador de polícia Raisy Carvalho, o início do curso também representa a realização de um sonho. Aprovada pela primeira vez em um concurso público, ela espera aproveitar a formação para se preparar para a nova profissão.
“Estou com muita expectativa. Esse foi o meu primeiro concurso, minha primeira aprovação. Quero aprender, estar bem preparada e poder servir à sociedade. Tudo o que a gente aprender no curso vai contribuir com a nossa atuação. Esse é o nosso intuito: contribuir bastante”, ressaltou.
A partir de agora, segundo a diretora da Escola Superior de Polícia, os candidatos seguem para uma jornada de formação marcada por aprendizado, disciplina e preparação para o exercício das funções policiais. A formação busca preparar os futuros servidores não apenas para o conhecimento técnico, mas também para uma atuação pautada pela legalidade, ética, responsabilidade e compromisso com a sociedade.

