
O Programa de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (PDDHC) da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) realizou, nesta sexta-feira, 28, o encerramento do projeto “Educar é Prevenir” na Escola Estadual Monteiro Lobato, com uma roda de conversa que alertou os jovens sobre segurança, principalmente na internet.
A iniciativa orienta os estudantes do ensino médio contra o aliciamento e o tráfico humano para fins diversos. Durante cinco dias, são feitas atividades educativas com a comunidade. A diretora do programa, Socorro Santos, destacou duas ações da programação. Na terça-feira, 25, os alunos compartilharam reflexões e conhecimentos sobre a deep web e relataram como têm se relacionado com a internet.

Já na quarta-feira, 26, houve um encontro com mais de 30 professores. Embora a atividade não tenha contado com a participação de toda a comunidade escolar, a conversa possibilitou apresentar uma mensagem aos educadores e, principalmente, ouvir as dificuldades enfrentadas no cotidiano escolar.
“Hoje, finalizamos com um grande número de alunos. Tivemos a participação do juiz Parima, que conversou com a garotada sobre as novas leis vigentes. Então, para mim, que ajudei na criação do Estatuto da Criança e do Adolescente nos anos 90, ver agora várias leis sendo incorporadas e ajudando na proteção dessa população, é de grande valia”, comentou.

A aluna Luara Cavalcante, de 17 anos, conta que já tinha conhecimento sobre o tema, mas, que durante a semana, teve acesso a mais informações.
“É muito importante falar com os estudantes, porque isso acontece, principalmente, na internet, onde boa parte dos jovens estão. Então, foi ensinado que a gente tem que se prevenir e prestar atenção ainda em quem está do outro lado, porque existem pessoas que a gente não conhece, além de ser um local mais fácil de enganar os jovens”, avaliou.

Esta é a terceira ação do PDDHC na escola. A diretora, Rozmeri Biensfeld, destacou a parceria entre as duas instituições, que, segundo ela, possibilitou o aprendizado envolvendo professores, líderes estudantis e alunos.
“A escola sempre recebe a Assembleia com muito carinho nesse sentido. Temos 2,5 mil alunos e acontece de tudo com eles. Muitas vezes, eles ficam fechados nas suas caixinhas e não falam sobre suas aflições. Por isso, a gente procura sempre acolhê-los para que eles tenham essa liberdade de falar com um professor, com um colega ou com a gestão, para que eles se previnam contra esse mal”, relatou a gestora.
