Roberta Acioly vota pelo fim da escala 6×1 e defende proteção aos empregos

Senadora destaca mais qualidade de vida para os trabalhadores e cobra apoio aos pequenos negócios durante a transição. – Foto: Ascom Parlamentar

A senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR) votou a favor do fim da escala 6×1 e defendeu que a redução da jornada de trabalho seja acompanhada de medidas para preservar empregos e apoiar os pequenos negócios. Para a parlamentar, a mudança representa um avanço histórico na qualidade de vida dos trabalhadores e exige responsabilidade do poder público na implementação.

Por 75 votos a 1, o Plenário aprovou, em primeiro e segundo turnos, a PEC 221/2019, que acaba com a escala de trabalho 6×1, sem redução salarial, e prevê dois dias de descanso. A matéria vai a Promulgação.

“Esta PEC não trata apenas de números. Estamos falando de tempo de vida”, afirmou. Roberta destacou que ampliar o descanso permite acompanhar mais de perto os filhos, cuidar da saúde, estudar e conviver com a família.

Enfermeira, a senadora relacionou seu posicionamento à experiência com jornadas intensas e à defesa das 30 horas semanais para a enfermagem. Segundo ela, o desgaste do trabalho frequentemente ultrapassa o expediente.

“Sabemos o que significa cuidar do outro e, tantas vezes, perceber que faltou tempo para cuidar de nós mesmos e estar com aqueles que amamos”, declarou.

A parlamentar também defendeu medidas de apoio aos empregadores, especialmente às micro e pequenas empresas e aos setores que precisam funcionar durante toda a semana. Entre as possibilidades, citou medidas tributárias e incentivos vinculados à manutenção e à geração de empregos.

“Se estamos construindo uma política que beneficia toda a sociedade, não é razoável que o custo dessa transformação recaia exclusivamente sobre quem emprega”, afirmou.

Roberta ressaltou que o Congresso e o Governo devem ouvir os diferentes setores da economia para organizar a transição e evitar que os custos da adaptação comprometam os postos de trabalho.

“Não devemos colocar trabalhadores e empregadores em lados opostos. Precisamos construir uma solução em que os dois possam avançar”, concluiu.

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