Rorainópolis: PCRR cumpre determinação judicial para exumação de bebê e aprofunda investigação sobre suposta negligência médica

Investigação foi iniciada após a mãe, M.A.L., registrar boletim de ocorrência relatando possíveis falhas médicas no atendimento recebido durante o trabalho de parto. – Fotos: Ascom | PCRR

A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da Delegacia de Polícia de Rorainópolis, cumpriu na última sexta-feira, 16, a decisão judicial que determinou a exumação do corpo do bebê Arthur Joaquim Nunes Araújo, morto ainda no útero materno no dia 30 de abril de 2026. O procedimento foi realizado no Cemitério Municipal com apoio da equipe do IML (Instituto de Medicina Legal) e de peritos criminais do Núcleo Regional de Perícia Forense – Regional Sul, coordenados pelo médico-legista Alisson Siqueira, fortalecendo a investigação sobre suposta negligência médica no atendimento prestado à mãe da criança.

Segundo o delegado titular Hans Hellebrandt, a investigação foi iniciada após a mãe, M.A.L., registrar boletim de ocorrência relatando possíveis falhas médicas no atendimento recebido durante o trabalho de parto.

“A mãe compareceu à Delegacia, formalizou a denúncia, foi ouvida e imediatamente instauramos inquérito policial para apurar os fatos. Posteriormente, houve decisão judicial para exumação, prontamente cumprida pela Polícia Civil”, explicou.

Conforme relato da vítima, no dia 28 de abril, por volta das 20h30, ela procurou a maternidade de Rorainópolis com sinais de trabalho de parto, mas foi liberada.

Cerca de 48 horas depois, retornou à unidade em estado agravado, quando exames constataram a ausência de sinais vitais do bebê.

“Mesmo diante da gravidade do quadro, houve demora para avaliações complementares. Nosso trabalho busca esclarecer integralmente se houve negligência ou qualquer conduta penalmente relevante”, destacou Hans Hellebrandt.

Segundo Alisson Siqueira, o estado avançado de putrefação impediu, inicialmente, a definição conclusiva da causa da morte.

“A perícia realizou todos os procedimentos técnicos necessários, com coleta de materiais para exames complementares. O resultado final dependerá da análise laboratorial, pericial e documental”, afirmou.

Os exames deverão esclarecer causa mortis, possíveis sinais de asfixia, traumas e eventual responsabilidade profissional.

O delegado Hans Hellebrandt reforçou o compromisso institucional da Polícia Civil com a busca pela verdade.

“A Polícia Civil de Roraima atua com firmeza e rigor técnico para garantir justiça à família e responsabilização, caso irregularidades sejam confirmadas”, ressaltou.

Alisson Siqueira também destacou o cuidado humanizado durante toda a missão pericial.

“Nosso trabalho vai além da perícia técnica. Buscamos oferecer respostas, acolhimento e dignidade às famílias em momentos extremamente difíceis”, afirmou.

O caso foi registrado como homicídio culposo, e as investigações seguem aguardando laudos periciais definitivos.

Veja também

Topo