Sicredi cria projeto de Indicação Geográfica como forma de valorização da produção local

O Mel de Nova Petrópolis, a Lavanda de Morro Reuter, a Schmier Colonial de Presidente Lucena, e o Queijo Colonial da Serra Gaúcha, são produtos que estão na lista para conseguir o Selo IG graças á atuação do Sicredi. – Fotos: Gilvan Costa

Quem já degustou o vinho do Vale dos Vinhedos, o chocolate de Gramado, ou o queijo serrando dos Campos de Cima da Serra, talvez nem saiba, mas são produtos gaúchos que já receberam o selo de Indicação Geográfica (IG), que é uma certificação concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) que reconhece produtos ou serviços como originários de um local específico, cujas qualidades, tradição ou reputação estão diretamente ligadas a essa região.

Assim como esses, vários outros produtos espalhados pelas cinco regiões do País já possuem este selo, o que garante sua autenticidade, aumenta o valor real do produto e estimula a economia local.

O mel produzido na região de Nova Petrópolis está buscando o selo IG.

Como forma de valorizar a produção local e impulsionar a economia de pequenos produtores e cooperativas, o Sicredi Pioneira de Nova Petrópolis-RS, em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) implantaram o projeto de Indicação Geográfica que, inicialmente, está trabalhando na conquita do selo para alguns produtos da região como a Lavanda de Morro Reuter, a Schmier Colonial (também conhecida como chimia) de Presidente Lucena, o Mel de Nova Petrópolis, e o Queijo Colonial da Serra Gaúcha, que engloba oito municípios da região.

De acordo com Paola Benevenutto, assessora de turismo do Sicredi Pioneira, de Nova Petrópolis, esse é um processo que ele pode levar três, cinco até às vezes dez anos, para o INPI reconhecer esse produto, e é preciso ter por trás um trabalho coletivo.

Paola Benevenutto, assessora de turismo do Sicredi Pioneira.

“Todos esses produtos, para eles obterem o selo, eles precisam ter uma associação por trás, ou seja, é um trabalho coletivo que precisa ser criado. Esse selo não vai ficar para o Sicredi, não vai ficar para a Prefeitura, não vai ficar para o Sebrae. E sim é um legado que fica para as nossas comunidades, porque nós entendemos e valorizamos o que nós temos aqui realmente na nossa região. E a Identificação Geográfica, ela nada mais é do que a marca viva do nosso jeito de fazer, é valorizar o que nós temos e o que já foi deixado pelos nossos antepassados e o que nós podemos deixar para o futuro da nossa região”, explicou Paola Benevenutto.

Para Fernando Grings, que representa a Nova Mel, que é uma associação de meliponicultores de Nova Petrópolis, e é associado Sicredi desde 1991, o apoio da cooperatsiva tem sido muito importante para a valorização dos produtos da sua e de tantas outras associações e cooperativas da região.

Apulcultor Fernando Grings.

“O Seicredi tem sido bastante fundamental pro nosso crescimento, com linhas de crédito, com apoio em inúmeros eventos, além do apoio à associação também. Antes eu já produzia mel, mas começou formalizado mesmo faz uns 6 anos mais ou menos. Então, a partir daí, eu conquistei, além do Selo SIM, que é municipal, o Selo Arte e Selo Sisbi, que permite a comercialização para o Brasil inteiro. E, agora, com o apoio do Sicredi, estamos tentando conquistar o Selo IG, que garantiria um mercado bastante vasto, exterior, inclusive”, disse Grings.

Gilvan Costa
Nota de Rodapé: o jornalista Gilvan Costa viajou a convite do Sicredi, representando o portal de notícias Roraima em Foco, para participar do 11º Encontro com Jornalistas e Formadores de Opinião do Sicredi, realizado de 14 a 16 de outubro, em Porto Alegre, Nova Petrópolis e Gramado, no Rio Grande do Sul.

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