Teamarr: Grupo de Habilidades Sociais retoma atividades com exercícios de musicalização inclusiva

A modalidade busca estimular as competências de cooperação, criatividade e expressão dos atendidos pelo programa. – Fotos: Jader Souza | SupCom/ALERR

O Grupo de Habilidades Sociais do Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), retomou as atividades com aulas de musicalização inclusiva, duas vezes na semana. A proposta é desenvolver as capacidades de cooperação, criatividade, expressão e coordenação motora das crianças e adolescentes atendidos pelo programa.

Conforme Martins Nascimento, professor da modalidade, a atividade mistura parte da musicoterapia, ou seja, a melodia e o ritmo, e parte da musicalização, que, segundo ele, se traduz em uma linguagem diferente, tal como o lúdico, que trabalha a questão motora dos alunos.

Conforme Martins Nascimento, professor convidado, a atividade mistura parte da musicoterapia e da musicalização.

“Os instrumentos que a gente usa são os não convencionais. Por que não trazer materiais do dia a dia? Sabemos que a tecnologia vem para agregar, mas, resolvemos fazer diferente, utilizando materiais que surpreendem as crianças, e, até mesmo os pais, como o som da folha, do tecido, do plástico, ou de qualquer outro material que produz sons que misturam ritmo e, também, a criatividade de cada um”, explicou.

De acordo com a psicóloga Renata de Luna, a musicalização auxilia no estímulo à fala, especialmente entre as crianças não verbais, que podem utilizar os sons dos instrumentos como uma forma de comunicação.

De acordo com a psicóloga Renata de Luna, a musicalização auxilia no estímulo à fala, especialmente entre as crianças não verbais.

“A musicalização contribui ainda para a interação social, estimulando o contato visual e a participação nas atividades. Outro aspecto trabalhado é a percepção do tempo e da espera, como aguardar o próprio momento de participar, acompanhar as pausas, os tons e os diferentes sons presentes nas músicas”, destacou.

Para a jovem Maria Clara Reis Nunes, de 13 anos, sua maior dificuldade é manter o foco e a concentração. Ela afirma que a atividade com música conseguiu prender sua atenção. “Gostei muito da parte com as baquetas. Acho que essas atividades vão me ajudar a me concentrar, já que eu não consigo, e, hoje, eu consegui”, comemorou a menina.

Para Maria Clara Reis Nunes, sua maior dificuldade é o foco e a concentração. Segundo ela, a musicalização facilita o aprendizado.

Retorno dos atendimentos e das atividades

A diretora técnica do Teamarr, Ana Paula Aporta, detalhou que o local retornou do recesso com a sede reformada e novos terapeutas, além da novidade de contar com um neuropediatra. “Com isso, os assistidos retomaram os atendimentos individuais em todas as áreas: fisioterapia, psicologia, psicopedagogia, entre outras. Temos, também, a nossa neuropediatra, que acompanhará as famílias e analisará a necessidade de o paciente precisar de outro tipo de terapia”, informou.

Ana Paula detalha ainda que o Teamarr seguirá um cronograma até o final do ano, com diferentes temas que serão trabalhados no grupo. “Este mês é sobre música. A musicalização é uma das áreas para as quais há comprovação científica de efeitos no desenvolvimento de pessoas autistas. Tudo o que desenvolvemos aqui é baseado na ciência e no que há de melhor para a vida do jovem ou da criança autista”, concluiu.

A diretora técnica do Teamarr, Ana Paula Aporta, informou que Teamarr seguirá um cronograma de atividades com diferentes temas até o final do ano.

Atendimentos

O Teamarr funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, em duas unidades de Boa Vista. A sede está localizada na Avenida Santos Dumont, 1193, no bairro São Francisco, enquanto a segunda unidade fica na Rua Dorvalina Pessoa da Silva, 456, no bairro Jardim Tropical, na Zona Oeste.

Suzanne Oliveira

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