Telma Taurepang percorre nove comunidades no Baixo Cotingo e apresenta propostas para o futuro mandato

Em agenda no município de Normandia, candidata a deputada federal pelo PT se reuniu com tuxauas e lideranças para debater demandas dos territórios indígenas. – Fotos: Divulgação

A candidata a deputada federal (PT) Telma Taurepang percorreu nesta semana nove comunidades indígenas da região do Baixo Cotingo, no município de Normandia, no norte de Roraima.

A Agenda faz parte do roteiro de campanha no interior do estado com foco na escuta das bases e na construção de propostas a partir dos territórios.

Telma Taurepang se reúne com lideranças indígenas do Baixo Cotingo durante agenda em Normandia.

Durante as visitas, a candidata se reuniu com tuxauas, lideranças comunitárias, mulheres e jovens para levantar demandas relacionadas à saúde, educação, produção agrícola, geração de renda e falta de conectividade nas aldeias.

Segundo a assessoria, todo o material coletado vai subsidiar o plano de trabalho do mandato na Câmara dos Deputados.

Ao final de cada encontro, Telma apresentou os eixos centrais de suas propostas voltadas diretamente para a realidade das comunidades do Baixo Cotingo.

Candidata a deputada federal (PT) Telma Taurepang em visita a comunidades do Baixo Cotingo, em Normandia.

Confira as propostas apresentadas pela candidata

1. Povos Indígenas – Defesa e garantia da demarcação e proteção dos territórios indígenas, criação da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas e fortalecimento da saúde indígena diferenciada e da educação escolar indígena.

2. Agricultura Indígena – Criação do Programa de Fomento à Agricultura Indígena Familiar, com distribuição de sementes crioulas e incentivo à roça tradicional; garantia de assistência técnica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) dentro das comunidades; e apoio à criação de feiras indígenas para escoamento da produção.

3. Emprego e Renda – Qualificação profissional para jovens e mulheres indígenas, linha de crédito específica para empreendedores indígenas e incentivo à bioeconomia, com valorização do artesanato e dos produtos da sociobiodiversidade.

4. Tecnologia e Internet – Ampliação do programa Wi-Fi Brasil para as comunidades do Baixo Cotingo, instalação de telecentros com computadores e criação do programa Juventude Indígena Conectada, para inclusão digital e apoio à comercialização online dos produtos das aldeias.

5. Educação Indígena – Garantia de concurso público específico para professor indígena, construção de escolas com estrutura adaptada à realidade das aldeias e criação do programa Bolsa Permanência Indígena, para garantir que os jovens do Baixo Cotingo consigam se manter na Universidade Federal de Roraima (UFRR) e no Instituto Federal de Roraima (IFRR).

6. Saúde Indígena – Defesa do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, com fortalecimento do Distrito Sanitário Especial Indígena Leste Roraima (DSEI-Leste); ampliação das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI) nas comunidades e garantia de atendimento 24 horas com mais médicos, enfermeiros e medicamentos nos polos-base.

7. Defesa dos Direitos das Mulheres – Criação do programa Mulheres Indígenas Guardiãs do Território, com foco no enfrentamento à violência, garantia de atendimento humanizado e criação de Centros de Referência da Mulher Indígena; linha de crédito e capacitação para autonomia econômica das mulheres artesãs e agricultoras; e garantia de participação paritária das mulheres nas decisões sobre políticas públicas para os territórios.

Jânio Tavares

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