ZEE na Escola: Governo de Roraima leva conhecimento sobre o território roraimense para a rede pública de ensino

Projeto da Seadi, em parceria com a Seed, vai levar mapas, atlas e ferramentas digitais para as escolas e preparar professores para trabalhar informações sobre o Estado em sala de aula. – Foto: Divulgação

O Governo de Roraima, por meio da Seadi (Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação), lançou nessa quarta-feira, 7, o Projeto ZEE na Escola, que vai levar para a rede pública informações sobre o território roraimense de uma forma mais próxima do dia a dia dos estudantes.

A proposta é transformar dados do ZEE-RR (Zoneamento Ecológico-Econômico de Roraima) em materiais que possam ser usados nas escolas. O projeto prevê atlas escolar, mapas, recursos digitais e atividades que permitam aos alunos conhecer melhor as características ambientais, sociais e econômicas dos municípios e do Estado onde vivem.

Desenvolvido em parceria com a Seed (Secretaria de Educação e Desporto), o projeto terá estudantes e professores da rede pública estadual como público principal. Os conteúdos do ZEE-RR serão relacionados ao Documento Curricular de Roraima e poderão ser trabalhados em diferentes disciplinas.

Para o secretário de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação, Cássio Gomes, levar as informações para as escolas ajuda os estudantes a entender melhor a realidade de Roraima e o uso dos recursos naturais.

“O ZEE-RR reúne informações importantes sobre o território de Roraima e suas características ambientais, sociais e econômicas. Ao levar esse conhecimento para as escolas, estamos criando condições para que nossos estudantes compreendam melhor o lugar onde vivem e percebam que o planejamento territorial e o uso sustentável dos recursos naturais também fazem parte da construção do futuro do Estado”, destacou.

Materiais para professores e estudantes

Entre os materiais previstos está o Atlas Escolar do ZEE-RR, que será produzido, impresso e distribuído para as escolas. Também serão disponibilizados o Caderno de Mapa Mudo Digital, mapas interativos e outras ferramentas que poderão ser usadas em atividades dentro e fora da sala de aula.

Os professores da rede estadual também receberão formação para utilizar os materiais. A ideia é que as informações do ZEE-RR possam ser trabalhadas em diferentes disciplinas e relacionadas à realidade de cada município e comunidade.

Segundo a coordenadora do ZEE-RR, Cíntia Castro, o projeto transforma informações técnicas sobre o território em conteúdo que pode ser compreendido pelos estudantes.

“O ZEE é uma grande ferramenta de conhecimento do território. Nosso desafio é traduzir essas informações para a linguagem da escola, mostrando aos estudantes, de maneira didática e contextualizada, como Roraima está organizado, quais são suas potencialidades e quais desafios precisam ser considerados para que o desenvolvimento aconteça de forma sustentável”, explicou.

Para o técnico da Seadi Thiago Martins, os materiais podem ajudar o professor a aproximar o conteúdo das disciplinas da realidade dos alunos.

“A ideia é disponibilizar ferramentas que permitam ao professor trabalhar o território de Roraima de forma mais concreta em sala de aula. Mapas, dados e informações do ZEE-RR podem dialogar com diferentes disciplinas e ajudar o aluno a relacionar o conteúdo aprendido com a realidade do município, da comunidade e do Estado onde vive”, afirmou.

O projeto será desenvolvido em etapas que envolvem a integração dos conteúdos do ZEE-RR ao currículo, produção dos materiais, formação dos professores e acompanhamento do uso das ferramentas nas escolas. A proposta também prevê a atualização dos conteúdos e a participação dos profissionais da educação na melhoria dos materiais.

Para a servidora do Departamento de Educação Básica da Seed, Marta Clementina Silva de Melo, a inserção do Zoneamento Ecológico Econômico no currículo das escolas representa um marco para a formação da juventude local e estimular o pensamento crítico, a responsabilidade social e a capacidade de tomar decisões assertivas.

“Ao transformar o território roraimense em objeto de estudo prático interdisciplinar, o projeto desperta nos alunos um forte sentimento de pertencimento e interesse territorial. Em vez de absorver conteúdos genéricos, os estudantes passam a compreender as peculiaridades geográficas, sociais e econômicas do seu próprio Estado”, disse.

Mágida Azulay Khatab e Michel Sales

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