DPE-RR tem aprovação de 87,1% entre população vulnerável, aponta pesquisa

Levantamento com 2 mil pessoas nos 15 municípios mostra que 96,3% consideram a instituição importante ou muito importante para a sociedade. – Fotos: CCOM | DPE-RR

A Defensoria Pública do Estado de Roraima (DPE-RR) é aprovada por 87,1% da população quando o assunto é o impacto do seu trabalho na vida das pessoas em situação de vulnerabilidade. O dado faz parte de uma pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Padrão com 2 mil moradores dos 15 municípios do estado, que avaliou o nível de conhecimento, confiança e satisfação com os serviços prestados pela instituição.

O levantamento mostra ainda que nove em cada dez entrevistados (90,1%) já ouviram falar da Defensoria e que 96,3% a consideram importante ou muito importante para a sociedade. Os índices permanecem elevados em diferentes faixas de renda e escolaridade. Entre as pessoas com ensino superior, o conhecimento sobre a instituição chega a 94,2%. Entre quem não concluiu o ensino fundamental, o percentual é de 86,5%.

Na comparação por renda, a Defensoria é conhecida por 95,3% das pessoas que recebem mais de cinco salários mínimos e por 88,7% entre aquelas com renda de até um salário mínimo.

Entre as instituições do sistema de Justiça, a Defensoria aparece como a que inspira maior confiança entre os entrevistados. Quatro em cada dez pessoas (40,2%) afirmaram confiar muito na instituição. O percentual é superior ao registrado para o Poder Judiciário (28,7%) e para o Ministério Público (26,4%).

O levantamento mostra ainda que 9 em cada 10 entrevistados já ouviram falar da Defensoria.

A avaliação também é positiva entre quem já utilizou os serviços da DPE-RR. Para 86% dos usuários, o atendimento foi classificado como ótimo ou bom. Outros 65% disseram estar satisfeitos com o tempo de espera, enquanto dois em cada três entrevistados (66,7%) afirmaram que tiveram o problema totalmente resolvido. Apenas 6% relataram que a demanda não teve solução. As áreas mais procuradas são orientação jurídica (58%), ações de família (23%) e defesa em processos cíveis (11%). Nos atendimentos relacionados ao direito de família, a taxa de resolução chega a 71%. Nas orientações jurídicas, o índice é de 68%.

Os resultados também apontam oportunidades para ampliar o alcance de alguns serviços. A Câmara de Conciliação é conhecida por 66,4% dos entrevistados, mas apenas 14,1% já recorreram ao serviço.

Para a defensora pública Christianne Leite, titular da Câmara de Conciliação, os dados mostram que a população reconhece a importância da mediação como forma de solucionar conflitos.

“Dois terços dos entrevistados disseram conhecer os serviços da Câmara de Conciliação e quase 75% reconhecem a mediação como uma forma eficiente de resolver conflitos, principalmente familiares. Isso demonstra que a Defensoria não atua apenas no ajuizamento de ações, mas também na construção de soluções por meio do diálogo. Os resultados mostram que estamos no caminho certo e indicam onde podemos aperfeiçoar nosso trabalho”, afirmou.

Situação semelhante aparece na Defensoria Itinerante, conhecida por 58,3% da população, embora apenas 12,7% dos entrevistados tenham utilizado esse tipo de atendimento, especialmente voltado às comunidades mais distantes.

O conhecimento sobre a instituição chega a 94,2%.

Entre as principais demandas apresentadas pelos entrevistados estão maior divulgação dos serviços da instituição (34,2%), ampliação da atuação no interior do estado (28,7%), mais informações sobre o andamento dos processos (22,4%) e ampliação dos espaços de atendimento (18,9%). Para 90,3% dos participantes, um orçamento maior contribuiria para melhorar os serviços oferecidos pela Defensoria.

O defensor público-geral em exercício, Natanael Ferreira, afirma que os dados servirão de base para aperfeiçoar o planejamento institucional.

“É a primeira pesquisa desse porte desde 2022. Os resultados confirmam a confiança da população na Defensoria, mas também mostram onde precisamos melhorar. Esse diagnóstico vai orientar nossas próximas ações e será compartilhado com outros órgãos para fortalecer a atuação da instituição e ampliar o acesso da população aos nossos serviços”, disse.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas nos 15 municípios de Roraima. A amostra foi definida com base proporcional e considerou critérios de representatividade por gênero, renda e escolaridade.

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