Ibama desativa garimpo ilegal em unidades de conservação federais e terras indígenas em Roraima

Agentes ambientais federais do Ibama deflagaram ações em diversas regiões do estado para combater crimes ambientais – Foto: Divulgação | Ibama

O Ibama concluiu, na última sexta-feira, 30/10, uma série de ações de fiscalização contra o garimpo ilegal em diferentes regiões de Roraima. Durante dez dias, agentes ambientais inutilizaram duas aeronaves, dez balsas, dez embarcações de apoio, duas dragas e de aproximadamente 9.800 litros de combustível. Também foram destruídos equipamentos como compressores, motosserras, geradores de energia, motobombas, equipamentos de comunicação via satélite, painéis solares e motores diversos.

Cerca de 700 gramas de mercúrio foram apreendidos. Altamente tóxica, a substância é frequentemente usada na atividade garimpeira, provocando a contaminação de rios, peixes e diversos outros organismos aquáticos. Acampamentos usados pelos garimpeiros foram desmontados.  

A operação teve como objetivo interromper atividades de extração mineral clandestina, desarticular estruturas logísticas utilizadas pelos infratores e reduzir a pressão sobre terras indígenas e unidades de conservação federais. 

Uma das aeronaves empregadas na atividade ilegal dos garimpeiros estava na Terra Indígena (TI) São Marcos, na porção norte do estado. A outra estava em Mucajaí, próximo à TI Yanomami. 

A operação também resultou na desarticulação da logística do garimpo ilegal no rio Maú, localizado na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, região que vem registrando constante expansão dessa atividade.

Os impactos ambientais da mineração clandestina atingem os recursos hídricos, a biodiversidade e as comunidades indígenas locais. O rio Maú possui especial relevância ambiental por integrar a bacia hidrográfica do rio Branco, principal curso hídrico do estado. 

Também foram fiscalizadas a Terra Indígena Wai Wai, no sul de Roraima; o entorno da Terra Indígena Yanomami; a Floresta Nacional do Parima; e a Estação Ecológica de Maracá, as três últimas com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). 

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