Sesau realiza oficina sobre vigilância em saúde com dados da atenção primária

Boa Vista e Pacaraima participam da primeira etapa da estratégia, que busca identificar alterações no perfil epidemiológico. – Fotos: Ascom | Sesau

A Sesau (Secretaria de Saúde), em parceria com o Ministério da Saúde, realizou nesta terça-feira, 29, uma oficina sobre a incorporação da Estratégia de Vigilância Sindrômica a partir de dados assistenciais da Atenção Primária à Saúde. A atividade reuniu equipes de Boa Vista e Pacaraima e busca identificar precocemente alterações no cenário epidemiológico.

Nesta primeira etapa, a estratégia tem como foco a capital e Pacaraima, município localizado na região de fronteira. A oficina aconteceu no auditório da CGVS (Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde), no bairro São Francisco, em Boa Vista, com a participação de equipes dos Cievs (Centros de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde) estadual e municipais.

Por meio de dados do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica, a estratégia permite acompanhar alterações no perfil de atendimentos e identificar possíveis aumentos de casos de síndromes respiratórias e arboviroses. A análise desses registros pode contribuir para a identificação de mudanças no cenário antes de uma elevação expressiva no número de casos confirmados.

A partir da identificação de alterações nos dados, são estabelecidos fluxos para detecção, verificação, avaliação, monitoramento e resposta entre as equipes envolvidas. A proposta é integrar informações da atenção primária à atuação da vigilância em saúde e subsidiar a tomada de decisões diante de possíveis mudanças no cenário epidemiológico.

“Essa ferramenta permite que a gente preveja, considerando os dados da atenção básica e de venda de medicamentos na iniciativa privada, se o perfil de atendimento da população está mudando para a arbovirose e síndrome gripal. Isso faz com que o Estado consiga monitorar e perceber se vai ocorrer algum tipo de aumento [no número de casos] e preparar os municípios para poder encarar qualquer situação que apareça”, afirmou o técnico do Cievs, Luiz Henrique da Silva Júnior.

A escolha dos dois municípios para esta primeira etapa considera características distintas. Boa Vista concentra grande parte da população de Roraima, enquanto Pacaraima está localizada na região de fronteira. A atuação nessas duas realidades permite à vigilância acompanhar diferentes cenários epidemiológicos.

“Como Boa Vista é a capital, que também concentra uma grande parte da população, é importante que a gente detecte, precocemente, essas alterações tanto de vírus respiratórios quanto de arboviroses, que é uma endemia aqui, e consiga com isso nos preparar melhor para enfrentar essas situações, dar uma melhor assistência para a população”, destacou a assessora técnica da Superintendência de Vigilância em Saúde e Ambiente do município de Boa Vista, Thalita Siqueira.

Suyanne Sá

Veja também

Topo